A manhã
Toda
Pôs-se a preguiçar
Quando chegou
A tarde
Nem percebeu
E morreu
Sem despertar
domingo, 6 de outubro de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
INSÔNIA
Nem
sonho dormir cedo
estás
sempre a me querer
fazes-me
rolar no colchão
buscar
diferente posição
e
para o teu deleite
só
durmo
após
deixar meu leite
in
Sônia.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
PRÊMIO CATARATAS DE LITERATURA 2011/12 E 2012/13.
Receber o prêmio Cataratas de Literatura por dois anos consecutivos foi espetacular. Em 2012, quem me acompanhou na festa foi meu filho Gabriel Henrique. Em 2013, foi a Márcia Fontanella.
FLOR E SENDO
Eu flor e serei
Tu flor e serás
Ele flor e será
Nós flor e seremos
Vós flor e sereis
Eles flor e serão.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
domingo, 17 de março de 2013
À SIMPLICIDADE
Meu pai
guardava aquela garrafa de vinho há anos. Dizia que era para
celebrar um acontecimento especial que estava por vir.
Esperei
pelo momento, que não chegou enquanto meu pai vivia ao meu lado, e
logo que ele partiu, tive vontade de pegar o saca-rolhas e provar do
líquido que meu pai dizia ser a melhor bebida já produzida.
Meu
irmão, dois anos mais velho que eu, uma semana depois da morte de
meu pai, fez-me prometer que só abriríamos a garrafa com o
consentimento do outro.
Uma
semana depois do nosso acordo, sonhei com meu pai. No sonho, ele me
autorizava a abrir a garrafa de vinho.
Logo que
acordei, peguei a garrafa e corri para a sala. Esperei meu irmão
acordar e quando ele se aproximou de mim, falei rapidamente:
- Ele me disse que podemos abri-la.
- Sim, podemos. Ele também me disse.
Meu
irmão pegou o saca-rolhas, eu fui pegar duas taças.
Havia
belas taças em nossa casa, no entanto não foi difícil escolher o
par de mais belas.
- Perfeito! - disse meu irmão, a garrafa já não mais estava selada.
Enfim
provaríamos o vinho pelo qual tanto ansiávamos.
- Que merda! - esbravejou meu irmão ao perceber que não conseguia deitar o vinho nas taças.
- Me passa aqui!
Também
não consegui fazer com que o vinho entrasse na taça.
Decidimos
pegar outras taças e aconteceu a mesma coisa. Não entendíamos por
que aquilo acontecia. Mais da metade da garrafa de vinho estava no
tapete e nós ainda não havíamos provado uma gota sequer.
- O que é isso? - perguntei a meu irmão ao vê-lo se aproximar com dois copos dos mais vagabundos que tínhamos em casa.
- Já tentamos com todas as taças, vamos tentar com copos.
- Está louco? Um vinho desses ser bebido em copos tão simples!
- Custa tentar?
Divino!
Até hoje busco um sabor que se aproxime ao daquele vinho.
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